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Escrever

Tinha 12 anos quando ganhei de meu pai um livro de fábulas com ilustrações coloridas, do escritor Félix Maria de Samaniego, espanhol do século XVIII, famoso por escrever fábulas cujo final tem "moral da história". Adorei e me cativaram a tal ponto que comecei a escrever pensamentos. Depois ganhei um diário de vida de meu pai e comecei a anotar minhas impressões do dia. Aí pensei: por que em vez de escrever no diário, escrever melhor histórias curtas? Então comecei a escrever contos. Esses contos são baseados em histórias reais e motivados por emoções do dia-a-dia. Lancei meu primeiro livro em 2008, uma fábula infantil chamada "O Condomínio", nessa história os pássaros vivem numa árvore e se apresentam como num grande condomínio em que os vizinhos devem respeitar o espaço de cada um. Fatos engraçados acontecem. Posso dizer que a vida do escritor independente não é fácil porque ele mesmo se produz, vende seus livros e se promove. Devido a isso, criei junto com meu mar...

Sensação

Suave sensação, carne desfrutável, acidez adocicada que se deixa mastigar. Viajo nas sensações do esmagar palatal. Delícia outonal ao findar de uma cálida estação, ficarei a te aguardar com a doce ilusão de voltar a te esmagar, doce uva do verão.

Nesta manhã

 Bem te vi! Bem te vi! Digo eu ao raiar o dia, com amor e alegria nesta manhã de frio outonal. O inverno bate na porta frio intenso, sul do Brasil. Amor, amor, clamo por você, sentado ao meu lado a debater as normas da grafia. Mundo, belo mundo que se apresenta neste meio do ano, ainda pandêmico, semi vacinado.

Neste mundo

 Emprestados neste mundo, de vales e mares, vejo a vida passar, paisagens, pássaros, pessoas, abraços, toques de amor. Não somos de aqui. Quando partir, tudo seguirá  igual. Os pássaros a cantar na madrugada, no findar da tarde, o mar a bater  nas areias da praia. As árvores, a terra a girar, e o infinito sem parar. O que somos? Nada, tudo, para alguém.

Entranhas da alma

 O vento, as gotas de chuva na terra que entram nas entranhas d'alma. Som a invadir a oitava dimensão do som no meu cérebro. Brisa fria a refrescar a estampa do ser colado na parede para não  se molhar.

Fast food

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 Apresento a minha crônica que participou do Primeiro Concurso de Crônicas da Academia Internacional da União Cultural alcançando a Menção Especial  na categoria Acadêmicos Efetivos. Fast food Depois de ter passado uma manhã interessante com amigos e crianças no centro da cidade, decidimos todos ir “almoçar” no MacDonalds. Bom. Na verdade, fui voto vencido. Eles queriam coisa rápida, um lanchinho e eu, preferia um prato com arroz, feijão, farofa e uma cervejinha. Nada contra o capitalismo e tudo que envolve a política de consumismo que os locais de “fast food” envolvem. Ao chegarmos no local constatamos a fila enorme e o local cheio. Não havia opções de pratos de comida. Para meu desalento, só via caixinhas quadradas sendo entregues para o consumidor. Quanto maior o nome do prato, menor era a caixinha. Eu estava com fome. Na minha vez, pedi um mega sanduíche com carne e saladas, maionese e cebola, uma mega porção de batatas fritas e uma mega coca-cola. Meus colegas, uma minúsc...

A Refletir

 A boneca chorava, a borboleta flutuava, a fadinha acompanhava. Fada, boneca, borboleta, suaves gestos a dançar num jardim de vidro. Varinha mágica, sol brilhante e todo a florescer e refletir sua luz, nos dias de pandemia.